sábado, 20 de março de 2010

RESUMO DE HISTÓRIA DO BRASIL

AS REBELIÕES NATIVISTAS

  • A REBELIÃO DE BECKAM (MARANHÃO, 1684)

No século XVII, o Maranhão era uma região pobre vivendo principalmente da exploração das “drogas do sertão” e da pequena lavoura com a mão de obra indígena que era mais barata com relação a africana,só que os jesuítas não gostavam disso, pois também usavam índios para manter sua propriedade. Em conseqüência dos atritos entre colonos e religiosos, a metrópole criou em 1682, a COMPANHIA GERAL DO COMÉRCIO DO ESTADO DO MARANHÃO, defensora do monopólio comercial na região pelo prazo de 20 anos, a intenção era estimular a colonização da região e o trabalho dos colonos, sua função seria vender produtos europeus como : vinho, azeite, bacalhau e comprar deles as “drogas do sertão”, algodão, açúcar. A companhia ficou responsável por fornecer a região 500 escravos por ano. Por usufruir da exclusividade comercial, a companhia vendia seus produtos a preços muito mais elevados e comprava muito mais barato, sem contar que eles não cumpriram o acordo do fornecimento dos escravos, assim o descontentamento da população só aumentou. Sob o comando do fazendeiro Manoel Beckman os revoltosos ocuparam a cidade de São Luis e expulsaram os jesuítas e representantes da companhia, governaram o Maranhão durante 1 ano. O irmão de Manoel, Tomás Beckman, foi enviado a Portugal pra afirmar a fidelidade ao rei e reforçar as acusações contra a companhia. Porém a reação da metrópole foi violenta, um novo governador Gomes Freire de Andrade, foi nomeado e enviado para o Maranhão e tropas também foram enviadas, para combater os revoltos. O movimento foi vencido e Manuel Beckman e Jorge Sampaio,os principais lideres da revolta, foram enforcados. Em 1685 os colonos conseguiram acabar com a companhia depois que as queixas foram confirmadas.

  • A GUERRA DOS EMBOABAS

A descoberta de ouro em MG pelos bandeirantes paulistas no fim do séc. XVII, atraiu milhares de colonos de outras províncias, sem contar com europeus. Os paulistas julgando-se com direito exclusivo de exploração das minas, não gostavam dos forasteiros e os apelidaram de emboabas. Sob a liderança de Manuel Nunes Viana, apelidado de “governador das minas”, os emboabas enfrentaram os paulistas em vários combates, o mais marcante foi quando os emboabas cercaram os paulistas e a acreditando que os emboabas não iriam fazer nada, renderam-se, foi quando o comandante dos emboabas, Bento de Amaral Coutinho, ordenou o ataque e massacrou os inimigos. Em 1709 o governo dividiu a capitania de SP e de MG, da província do RJ, com a intenção de pacificar a situação, os paulistas foram explorar em Goiás e Mato Grosso, deixando MG para trás. Alguns deles enriqueceram e voltaram a SP e lá estabeleceram unidades de produção de gêneros de abastecimento para as minas, integrando a economia paulista à mineira.

  • A GUERRAS DOS MASCATES

Desde da expulsão doa holandeses, a economia de Olinda apresentou dificuldades, porém continuou no comando político de Recife e Olinda. Por enquanto que Olinda decaia economicamente, Recife prosperava, graças ao comercio exercido pelos portugueses apelidados de mascates. Além dos lucros os comerciantes passaram a emprestar dinheiro com altos juros para os Olindenses, assim Recife, transformou-se no principal centro econômico e Olinda mantinha o domínio político. Em 1709 Recife conseguiu sua emancipação da coroa, deixando de ser povoado e passando a ser vila, com condições de ser o cento político de PE. Os olindenses sentindo-se prejudicados invadiram Recife, iniciando a guerra dos mascates. Os conflitos terminaram em 1710, quando Portugal nomeol Félix José Machado, governador de PE, ele prendeu os principais envolvidos na guerra. No ano seguinte todos os revoltosos foram perdoados e Recife e passou a ser sede administrativos de PE.

  • A REVOLTA DE FILIPE DOS SANTOS ( Vila Rica, MG, 1720)

A revolta ocorreu com conseqüência dos crescentes tributos aplicados por Portugal em MG. A rebelião teve inicio quando o governo português proibiu a circulação de ouro em pó, exigindo que todo o ouro extraído fosse entregue as casa de fundição, transformado em barras e quintado, os mineradores revoltados foram falar com o governador, conde de Assumar, só que ele não contava com tantas pessoas enfurecidas e não tinha tropas suficientes, por isso resolveu “fingir” que aceitava as exigências dos rebelados, para não instalar s casas de fundição, mais assim que o governador conseguiu tropas suficientes – os Dragões da Cavalaria – mando-os contra os revoltosos de Vila Rica, prendendo vários deles e queimando diversas casas. O português Filipe dos Santos, um dos lideres mais pobres da revolta, foi condenado à morte, enforcado e esquartejado, para servir de exemplo apara evitar novos conflitos, as casa de fundição foram mantidas e para melhor controle da região mineradora de MG foi separada da SP.

  • AS REBELIÕES SEPARATISTAS

Seu principal objetivo era a emancipação do Brasil em relação a Portugal, as rebeliões mostram-se possuidoras de alguma consciência nacional além organização política e militar . tiveram influencia dos acontecimentos históricas, como a independência dos EUA e a Revolução francesa.

  • A INCONFIDDENCIA MINEIRA

Esse movimento ocorreu devido aos pesados tributos cobrados por Portugal em MG, com a decadência da produção mineradora na segunda metade do século XXVIII, ficou difícil de pagar, nessa época não se conseguia mais arrecadação do quinto e nem alcançar as 100 arrobas exigidas pela Coroa anualmente e a divida só fazia aumentar, o governo português, julgando que os mineiros estivessem sonegando os impostos devidos, faziam a derrama forçando a população a entregar sob violência parte dos seus bens para pagar a dívida. O descontentamento dos mineiros crescia ao ver os atos de violência dos soldados portugueses, além disso, as autoridades portuguesas controlavam a divulgação de idéias, proibindo a impressão de jornais e livros da colônia e os altos cargos administrativos eram ocupados por lusitanos, sem contar nos altos preços cobrados nos produtos importados. Diante dessa situação, um grupo de colonos passou a se reunir secretamente em Vila Rica, conspirando contra o governo português e preparando a revolta, a maioria dos participantes faziam parte da elite mineira. Em 1789, Vila Rica devia mais de 5 mil quilos de ouro a coroa, que estava na expectativa da decretação de uma nova derrama, o grupo então planejaram acelerar a eclosão da revolta. Tiradentes, atuou como divulgador do movimento, junto povo e foi um dos participantes de origem modesta. Entre os objetivos estavam

  • Adoção do sistema republicano de governo, tomando como exemplo a constituição dos EUA.
  • A transformação de São João Del Rei na capital do novo país.
  • A obrigatoriedade do serviço militar e o apoio a industrialização
  • Mudar a bandeira da nação.
  • Com relação aos negros nada se foi declarado.

Os lideres decidiram que a revolta ia ser no dia da derrama, só que alguns se seus participantes denunciaram a revolta em troca do perdão da dívida com a Coroa, entregaram os nomes de todos os participantes da revolta para a Coroa, o Visconde de Barbacena – governador da região – suspendeu a derrama e mandou prender os revoltosos, eles aguardam durante 3 anos o julgamento. Claúdio Manuel da Costa, enforcou-se na prisão, mas acredita-se que tenha sido assassinado por seus carcereiros, os outros lideres mesmo negando a participação, foram condenados e mandados para África, Tiradentes foi o único que confessou e foi condenando a more, sendo enforcado, esquartejado e pedaços de seu corpo espalhados pelas cidades onde buscaram apoio.